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29/07/2010
ENGENHARIA É A PROFISSÃO DO MOMENTO, COM ALTOS SALÁRIOS

Construção civil tem a maior demanda atual, mas pré-sal vai contratar muito

Se você ainda não tem ideia de qual carreira seguir, quer mudar seu rumo profissional ou tem um filho que ainda não sabe qual curso escolher na inscrição do vestibular, engenharia é boa opção. Essa é a opinião quase unânime dos especialistas de mercado. A justificativa está nos setores da construção civil e de petróleo, com o pré-sal, os principais geradores de vagas ao engenheiro que inicia a carreira com piso de 8,5 salários mínimos e atinge o ápice de até R$ 35 mil para profissionais que gerenciam contratos.

A diretora executiva da Catho Consultoria em Belo Horizonte, Lizete Araújo, informou que a empresa dispõe, no site, de 6.000 a 7.000 vagas em aberto na área de engenharia, para todo o país. "Minas Gerais tem demanda grande por causa da concentração de grandes empresas em Belo Horizonte, a mineração e a siderurgia, segmentos que tendem a ter um volume maior de vagas", explica.

O professor da UFMG Fernando Amorim apontou a engenharia civil como a especialização mais valorizada no mercado. "O profissional com cinco anos de experiência na área civil tem recebido de duas a três propostas de trabalho com salários de R$ 6.000 a R$ 15 mil", contou.

Até mesmo quem se formou recentemente consegue emprego rápido. "Estamos no boom. Um grande número de recém-saídos da faculdade já consegue colocação logo depois da formatura", afirma Amorim, que aponta as áreas de elétrica, controle e automação, produção e química em alta. "Quem não identificou que curso de graduação vai fazer, faça engenharia civil primeiro", aconselhou a diretora da Catho.

Com a extração da camada de petróleo do pré-sal, Fernando Amorim explica que todas as áreas de engenharia, dentro de três a quatro anos, estarão com demanda. "Agora com o pré-sal todo mundo vai ser contratado", profetiza.

O presidente do Conselho Regional de Engenharia, Crea-MG, Gilson Queiroz, 54, afirmou que a profissão já teve épocas complicadas. "Quem sobreviveu foi por muita sorte ou persistência. Agora, quem se manteve no processo está tendo oportunidade", avaliou.


Fonte: www.otempo.com.br - 18/07/2010 Para ler a minientrvista com o presidente do Crea-MG, Gilson Quiroz, engenheiro empresário da construção acesse: http://www.crea-mg.org.br/interna.aspx?id=6810&expand=0